camaleaum

:::somos mutantes porque somos humanos:::

27.12.05

Para meu avô

Naquela mesa

Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava estórias
E hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava a gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho, eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa no canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse quanto dói a vida
Essa dor tão doída não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala no seu bandolim
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim

Composição: Sérgio Bittencourt

6.12.05

Qualquer coisa...

Estou péssima.
Gripada.
Corpo dolorido.

Como se nao bastasse meu corpo estar moído, minha mente nao pára de me infernizar com pensamentos pecaminosos...
Semana passada recebi uma proposta de emprego.
Infelizmente eles queriam um programador em nível avançado em PHP e eu nao estou com essa bola toda...
Mas sabe, a possibilidade já me deu água na boca.
Se depois de tanto tempo alguém viu meu curriculum e se interessou, isso quer dizer que eu posso passar um óleo, lixar umas partes e fico desenferrujada logo, logo!

Sim.
Eu vou fazer isso.
Vou voltar a ativa.
E dessa vez nao vou me iludir com promessas vãs.
A partir de hoje, podem ter certeza, vou encarnar a mercenária.
E chega de ser boazinha.