camaleaum

:::somos mutantes porque somos humanos:::

17.3.05

Eis que cá estou....

...cheia de dúvidas sobre minha própria vida, mas ainda aconselhando a vida alheia. Vai entender!
Eu queria ter com a minha vida a mesma elucidação que tenho com a vida dos outros. Quer dizer, os problemas dos outros parecem tão simples:
- ah, meu namorado nao me ama!
Então busque um amor noutro lugar!
- mas eu amo meu namorado!
Então aceite a ausência de amor dele.
Viu como é fácil... mas quando sou eu, a coisa muda completamente...
Quero sair desse emprego. Nao tem nada haver comigo. Detesto dar suporte ao usuário. Detesto ficar trancada num CPD...
Eu queria escrever! Enviar meus livros e minhas idéias pelo mundo! (e, claro, ser recompensada por isso, mas tá, é utopia)... Na pior das hipóteses, eu queria fazer algo onde eu fizesse a diferença. Onde eu fosse reconhecida e respeitada por aquilo.
Aqui isso nao acontece.
Nem respeito.
Nem diferença.
Mas se eu sair, fico desempregada. Sem salário, deprimida...
Tá, daí vc vai me dizer: espera arranjar outro!
Legal. Sabe há qto tempo estou procurando emprego? Pra quantas empresas já mandei currículo? Nem eu me lembro mais... e nada. E eu continuo aqui, infeliz, me sentindo humilhada e desanimada...
Eu pedi demissão.
Hoje é meu último dia.
Queria que um milagre acontecesse e alguém me chamasse amanhã pra uma entrevista. Mas nao vai acontecer.
Tenho medo do tempo que ficarei parada. Porque o tempo mata. E eu confesso, tenho medo de morrer.

15.3.05

Filmes de guerra e canções de amor

Estava cá me lembrando de tantas canções fizeram a trilha sonora da nossa história.... ninguém acredita, mas começou com Gonzaguinha e 'Explode Coração', ainda somente em letra. Depois tua voz e a canção do filme "Otelo" ('Sou você'). Veio então Djavan e 'Se'...
Nossa primeira dança foi ao som que tocava apenas na minha mente... 'La barca'. Estranho, agora a letra parece ter mais sentido do que quando a dançamos...
Descobrimos Zélia Duncan e seus 'Sentidos', entre outras. Enfim, como não podeia deixar de ser, Cássia Eller cantou pra nós 'Por enquanto' e Nando Reis chegou quase no fim com seu 'Por onde andei'.
Agora a canção que toca na minha mente é dos Titãs e suas 'Provas de amor'...
Eu o amo do meu jeito. E talvez tenham nos faltado as tais provas de amor. Mas nao faltou o amor. Eu juro.
Uma última canção, pra brindar nossa história.
Feche os olhos e ouça a voz grave dessa diva.

Não vá ainda
ZÉLIA DUNCAN

O que você quer ?
O que você sabe ?
Não é fácil pra mim
Meu fogo também me arde
Às vezes me vejo tão triste

Onde você vai?
Não é tão simples assim
Porque às vezes meu coração não responde
Só se esconde e dói

Por favor não vá ainda, espera anoitecer
A noite é linda, me espera adormecer
Não vá ainda, não
Não vá ainda

Me diga como você pode
Viver indo embora
Sem se despedaçar
Por favor me diga agora
Ou será, que você nem quer perceber?
Talvez você seja feliz sem saber

Por favor não vá ainda, espera anoitecer
A noite é linda, me espera adormecer
Não vá ainda, não
Não vá ainda

9.3.05

...e voe por todo o mar, mas volte aqui pro meu peito

Ainda preciso me adaptar a essas mudanças... É, eu sei, nem pareço um camaleum... mas é que quando as coisas mudam depressa você nao absorve direito a idéia. E fica pensando que não viveu completamente aquilo, antes de mudar. E agora nao tem volta. É uma nova etapa, e o que você nao viveu, não ficou marcado na memória do tempo.
Eu fico lembrando de coisas que quis fazer (que desejei tanto que chegou a doer), mas que nao fiz.
Como eu realmente respeito a linha do tempo, acho que não haverá outra chance... e tudo o que sonhei e desejei ficou fechado na minha mente, e um dia morrerá.
Gostaria mesmo que a frase que entitula o post (balada de J. Quest)fosse verdade... e que aquilo que desejei voltasse aqui, pro meu peito.
E pudesse se realizar.

7.3.05

Muralhas

De volta ás minhas analogias...
Eu nunca deixei que ninguém se aproximasse tanto que pudesse ver minha alma. Coisa minha. Coisa de quem desconfia de tudo e de todos. E, acreditem, a maioria das pessoas não me supreende.
Mas algumas vezes, eu me sinto sufocada pelas muralhas que ergui ao meu redor.
Como agora.
Por mais que eu tenha queridos (e eles sabem quão queridos são), amigos creio que nenhum.
Ou, melhor, tenho eventuais amigos que compartilham comigo apenas (e somente) interesses em comum. Apenas um (somente um) conhece o alfa e o ômega da minha vida. E esse, nao sei se terei pra sempre comigo.
Devo derrubar minhas muralhas?
Abrir mão de minha segurança?
Não sei...
Primeiro porque acho que nenhuma criatura teria paciência pra ouvir minhas mazelas. Segundo, porque ninguém pode me ajudar realmente.
E terceiro, porque já sofri ataques de pessoas que julgava serem minahs amigas, e que me feriram... e se eu tiver que morrer, que seja pela espada do inimigo, e não pelo beijo envenenado de algum Judas.

4.3.05

O Caroço

Fui ao mastologista hoje. É ele mesmo: o cara que opera nódulos.
Mas, por incrível que pareça, ele jurou que nao encontrou absolutamente nada.
Mesmo com todos os exames diante dele, ele olhou no meu olho e disse: "que pena, queria tanto te operar, mas nao tem nada aí!"
Nao tem nada?
Saí de lá arrasada...
É como se ele me dissesse que estou inventando doença!
Como é possível? Eu sinto. Três médicas diferentes identificaram o caroço. Fiz vários exames, ele está lá.
Como esse médico nao o encontrou? Então estou me entupindo de hormônios á toa? to tão sensível que chorei ontem ao ver o casamento da Isabel e do Edgard na novela das oito!!! Tudo isso á toa????
Nao, eu nao quero ter uma doença. O que eu quero é que alguém, qualquer um, me diga o que diabos é isso dentro do meu peito, que dói, que incomoda e que aparece em todos os exames que eu fiz?
O que é isso e como eu me livro dele?

3.3.05

Espadas, escudos e solidão.

Um pedaço de mim vive aqui... mesmo que eu tenha apagado mais de dois anos de história, ainda está aqui dentro todas as lembranças de momentos felizes e alguns fracassos.
Apaguei porque nao queria me lembrar de tristes relatos que aqui deixei. Mas nao fez diferença. Eles ainda perduram dentro da minha mente. E sempre voltam.
Há alguns anos, escrevi aqui a dor de ter sido abandonada por alguém que eu amava. Acho que naquele tempo, tudo o que eu escrevia era mórbido, triste e cheio de rancor. Mas era assim que eu me sentia. Fui trocada. Traída.
Mas o tempo ensina e eu aprendi que aquilo tinha que acontecer. Que eu precisava abrir os olhos para o que é amor e para o que é paixão.
Aprendi que meu coração nao se vende. E tampouco se dá.
E acho que, mais uma vez, a vida me cobrou o extremo. Porque antes eu me doava completamente, sem questionar. E acabei sendo traída pelo meu coração. Então decidi me fechar. Cercar-me de todos os lados. "Nada de amor! Vou viver o que a vida me der, mas sem amor, sem esse sentimento de comprometimento. Nao vou me doar mais."
Nao pensei que do outro lado talvez houvesse alguém merecedor dos meus sentimentos. E talvez valesse a pena abrir mão das minhas grades, dos meus soldados, de toda a minha armadura...
Mas eu nao fui capaz de fazer isso.
E mesmo agora, escrevendo, nao sei se seria... e se eu me desarmasse e fosse novamente abandonada? Seria eu, com duas feridas. Nao. Nao posso me trair assim...
Nao sei o que devia ter feito, ou se ainda posso fazer algo... só sei que debaixo da armadura, existe uma pessoa. E mesmo que eu jamais tenha cedido, e talvez jamais mude minha postura quanto á isso, ainda assim a sua despedida da minha vida dói. E, por debaixo do elmo, eu choro essa dor em silêncio.

2.3.05

Eu quero um emprego!!!!

É sério. Nao quero mais ficar aqui. Por vários motivos, entre eles o fato de que a emrpesa não existe de verdade. Tá de um jeito tão confuso tudo isso que eu ainda nao compreendi se isso aqui faliu, nao faliu, vai ser vendido, nao vai ser...
Nao gosto disso.
Gosto de estabilidade. Certeza. Projetos a longo prazo.
Detesto vir trabalhar num local onde nem sei se terei salário.
Que não me dá prazer.
Que chega a me irritar ás vezes.
To cansada.
Quero ir pra casa.